3 de abr de 2013

Evolução, involução e revolução, por Thiago de Camargo.



Para todos que pensam que este texto trata das ideias evolucionistas de Darwin, digo:
de fato mencionarei Darwin, mas única e exclusivamente porque penso ser injusto falar de
evolução, seja ela em qualquer âmbito da vida, sem ao menos fazer menção desse grande
naturalista britânico, Charles Darwin.

Darwin estruturou toda a sua ideia na seleção natural, que entende que os seres mais
adaptados ao meio ambiente onde vivem, viverão mais e reproduzirão em maior escala
descendentes com melhores condições de adaptação do que os seres menos adaptáveis,
justamente por eles possuírem características adequadas ao meio ambiente onde estão
inseridos.

Os seres humanos por sua vez, são seres extremamente adaptáveis e por isso estão em
um processo continuo de evolução, onde predomina a raça mais suscetível a mudanças e
extinguisse a raça menos suscetível e, tudo por meio de um processo natural onde o mais
forte, tem vantagem sobre o mais fraco. Alguns dizem – e com uma parcela de razão – ser
essa a verdadeira lei da natureza, onde o mais forte sempre terá vantagens e dominará o mais
fraco.

Como é triste ver a ideia de Darwin realizando-se, não como ele mesmo a entendia –
de forma a promover a evolução das espécies – mas, por meio da mais explicita involução dos
seres mais evoluídos. É triste ver a raça que sobre as outras raças se sobrepõe, agindo como a
espécie menos evoluída dos reinos que podem ser assistidos. O ser humano evoluído vive em
plena involução.

Percebe-se a evolução do homem, por meio de suas ciências e avanços tecnológicos
que contribuem para a sua qualidade de vida. De contrapartida, percebesse a sua involução,
também por avanços científicos e tecnológicos que aniquilam a vida e superestimam o ganho.

É bem provável que em nenhuma outra espécie encontremos um estilo de vida tão paradoxal,
onde a busca pelo viver bem, se dá pelo aniquilamento da vida. Um exemplo disso é o fato de
que por anos usufruímos dos benefícios da refrigeração a base do CFC (clorofluorcarbono),
que por sua vez destruía a camada de ozônio, contribuindo para o aquecimento global. Além
desse exemplo temos a indústria geradora do capital que conseguiu conciliar ao mesmo tempo
a ascensão de muitos a um nível financeiro superior, enquanto poluía vários rios com seus
lixos tóxicos diminuindo em grande número a quantidade de água potável essencial para a
vida. Temos também, a desvalorização da família em prol da família. O trabalho, a educação
por meio da escola, as conquistas materiais e pessoais tornaram-se requisitos essenciais para
uma família nos dias atuais, enquanto os membros da mesma convivem menos uns com os
outros, se relacionam mesmos e se amam menos, enquanto trabalham e conquistam.

Mas, o que dizer? Fazemos tudo em função da vida, de sua evolução e do seu bem
comum. Será? Não é bem a evolução o que vemos. Só se for uma evolução que ao invés do
progresso, proporciona decadência. É bem provável que o homem tenha “involuído”,
enquanto crê cegamente que está evoluindo.

Entendo que o homem é dotado de meios para evoluir, mas essa evolução só se dá por
meio de uma verdadeira revolução. O homem natural não evoluíra até que sua realidade seja
complemente revolucionada por algo externo ao próprio homem. Os fatores naturais não farão
o homem evoluir. A ciência e os avanços tecnológicos não provam a evolução. Dependendo
da ótica com a qual enxergamos o mundo, é possível perceber em uma tribo isolada da
Amazônia, traços de uma evolução que talvez não seja vista na vida de um cidadão paulistano
extremamente civilizado.

Somente a verdadeira revolução proporciona uma genuína evolução. E qual seria a
verdadeira revolução, se não o Pão da Vida que desce do céu e da vida aos homens? Cristo é a
revolução que traz evolução, livrando-nos da decadência de nós mesmos e do mundo a nossa
volta. O Cristo revolucionário revoluciona a vida de todos os que o conhecem, o professam e
o seguem. Seus valores são revolucionários por que o mundo não os conhece, e se por acaso
os conhecer, não os entenderá, não os entendo, não os seguem, se não os seguem, não
evoluem, se não evoluem, todas as suas atitudes são arcaicas, medíocres e banais. Por isso o
“paradoxismo” da involução humana em meio à evolução.

Enfim, roguemos ao nosso Senhor que revolucione nossas vidas, para que vivamos
seus valores não os nossos, sua vida não a nossa, sua vontade não a nossa, e por ultimo, para
que em nós a evolução signifique a morte para nós mesmo e a vida para com Deus, signifique
amar o próximo como a nós mesmo, auxiliando e contribuindo para a manutenção da vida
enquanto cuidamos do pobre e do necessitado, olhando para os que estão à margem da
sociedade, em situação de risco, os menos favorecidos, não como seres fracos e menos
adaptáveis, que perecerão por causa da seleção natural, mas como seres criados a imagem e
semelhança de Deus, e que em Cristo podem encontrar um real sentido para a vida e os
instrumentos adequados para a verdadeira evolução, que no meu entender é genuína
comunhão com Deus.

Um abraço,

Thiago de Camargo.

Um comentário:

  1. Esta msgm e benção pura.Como diz:A escada do sucesso e tao alta que os degraus se sobem escalando,onde o grande pisa no pequeño sem olhar se esta ferindo ou se esta matando... E esta é a realidade do mundo mas o nosso DEUS e grande!!abracosn! :)))

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