21 de jul de 2010

Ecumenismo, Certo ou Errado?


Podemos aceitar o ecumenismo, a "união" de diferentes credos em prol de um mundo "melhor"? Pode haver comunhão entre luz e trevas? (2 Co 6.14)


Quero para ilustrar este texto (além do desenho acima) escrever o que o apóstolo Paulo enviou em carta à igreja de Éfeso: E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. (5.11)


Deixando para outra ocasião o ecumenismo gospel, quero tratar do ecumenismo "inter-religioso". Quando evangélicos associam-se a católicos e judeus para eventos ecumênicos. Onde a palavra de todos tem o "mesmo peso", onde todos são "iguais".

O que há de mal nisso?

Tudo! Tudo mesmo...


Vamos começar pelos judeus. Estes no momento são a menina dos olhos de muitos movimentos neopentecostais no Brasil. As práticas do Antigo Testamento tornaram-se tão importantes, em alguns casos mais importantes, que o próprio sacrifício de Cristo. Centenas de igrejas (centenas, não meia dúzia de três ou quatro), fazem cursos e seminários ensinando doutrina judaica, seguem o calendário de festas da lei mosaica e incluem em seus cultos símbolos judeus por todos os cantos e momentos de sua liturgia, que vão desde miniaturas de menorá até replicas em tamanho real da arca, incluíndo pastores pregando com o talit sob seus ombros ou sua cabeça.


Mas o que Jesus disse aos rabinos de seu tempo? Não vou escrever aqui, todo mundo sabe o que ele disse... Por acaso eles mudaram de opinião com o passar dos anos? Os rabinos de hoje passaram a crer que Cristo é o Messias? O Novo Testamento é aceito por eles como Palavra de Deus?


Agora e quanto aos católicos. Aqui o ecumenismo segue um outro rumo, muito mais comercial eu diria. Cantores mineiros, por exemplo, adoram cantar músicas de padres e padres gostam muito de cantar música de cantores mineiros (assim expande-se o mercado). Mas a quem mesmo os católicos consideram mediador entre os homens e Deus? Algum evangélico por acaso não sabe? A quem o senhor Ratzinger considera cristão... melhor, a quem o clero católico romano considera como única "Igreja de Cristo"?

Talvez você pense isso: que desejo a morte de todos os que não são cristãos e que devemos iniciar uma jihad gospel contra estas hostes do maligno.

Mas não, eu certamente não penso em tal coisa. Cristo é amor, aqueles que vivem sob sua graça amam. No entanto, o "amor" humano não é justificativa para distorção da Verdade e do Evangelho de Cristo.

Quando falo NÃO ao ecumenismo inter-religioso, não falo de amizade saudável e restrita (nem todo lugar que um espírita vai, por exemplo, o crente pode ir... acho que isso é bem claro para cristãos, caso contrário aconselho que você busque tratamento) ou entre católicos e evangélicos, judeus e evangélicos, espíritas e evangélicos... "qualquer coisa" e evangélicos. Vivemos no mundo, Deus ainda não nos tirou daqui... no entanto, devemos nos manter incontaminados. E não me venham com papos pós-modernos-emergentes de que tudo é santo, tudo é espiritual. Não meus irmãos. Nem tudo é espiritual... nem tudo é santo.

Neste mover ecumênico que recebeu forte incentivo na última década, são os cristãos evangélicos e protestantes, reformados e pentecostais, arminianos e calvinistas, que estão no lado mais fraco da corda... Por quê? Porque são os únicos que parecem estar mais dispostos a abrir mão da Verdade Bíblica em prol dessa unicidade. Eu não vejo o Vaticano abrindo mão de sua posição de única igreja de Cristo... os abraços e tapinhas nas costas entre o Papa da igreja romana e o Patriarca da igreja ortodoxa não passam de mera figuração. Eu não vejo os rabinos de Jerusalém endossando o cristianismo como uma religião, continuam a considerá-la uma seita que crê num messias que ainda não veio.

No entanto, evangélicos contratam e convidam rabinos para ensinar o Antigo Testamento como se eles o conhecessem melhor do que nós, como se já não tivéssemos nós um rabino... O Rabino. Dúvida que nós conhecemos o AT melhor do que eles? Explique-me então porque eles ainda não encontraram Cristo em suas extenuantes leituras da Lei mas nós já? Quanto ao comportamento de evangélicos com padres a regra é: não condene a idolatria, não condene a salvação por obras... abrace-os, ame-os, são filhos de Deus... Tolos! Somente aqueles nascidos em Cristo são novas criaturas e recebem o poder de serem chamados filhos de Deus. E isso inclui eu e você, católicos e judeus... nada que não é nascido de Cristo é filho de Deus... como podemos então cultuar um único Deus se cada um tem o seu próprio? A que deus iremos cultuar?

Enfim. Pregue o evangelho para judeus e católicos, para que eles se convertam e conheçam a Verdade que liberta, longe de suas práticas de idolatria e da cegueira espiritual... mas não dividamos o púlpito com eles... não nos pertence este tipo de altar. Dividir a Palavra com eles é dar razão à seu culto e à seu deus, que certamente não é o nosso... é parecido em "obras e história" mas não é em Poder e Graça.


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Postado no Pulpito Cristão
Escrito por Daniel Clós César.

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