24 de dez. de 2010

Paraguai: Um povo que precisa de Jesus.




Acabo de voltar de uma viagem missionária ao Paraguai.  Fiquei juntamente com minha turma de seminário duas semanas nesse país. Pude ver um povo de pessoas sorridentes, a simpatia característica latina. Contudo é um povo que vive preso a idolatria oriunda do romanismo, misturada ao misticismo indígena.
Me surpreendeu saber que é uma nação com apenas 5% de evangélicos, sinceramente eu não sabia.
O Brasil é intitulado pelos próprios evangélicos como o celeiro de missões, entretanto o Paraguai está ao lado, clamando por Cristo, é nós o que fazemos?
Não estou questionando o título ou mérito, dados comprovam que realmente o Brasil se dedica a missões, só me preocupei com a situação de nossos vizinhos. Carentes, e tão perto de nós.
Boa parte da cidade em que estive era composta por um povo simples, pobre. Pude observar que as famosas igrejas brasileiras propagadores da teologia da prosperidade não tem tanto sucesso assim. A fórmula de extorsão não funciona tão bem.
A maioria das igrejas são pequenas, com poucos membros, e com muita dificuldade de crescimento. Ainda existe preconceito com o povo evangélico. Em nossos evangelismos constamos isso. Foi comum ouvir que só existe uma igreja (referiam-se a ICAR), ou que “eu já tenho minha crença”.
Depois de refletir sobre o que Jesus disse com relação a Seara ser grande e poucos o ceifeiros, lembrei-me que o Paraguai é uma enorme seara. O senhor me chamou na adolescência e vi por muitas vezes pessoas brigando por cargo ou destaque no meio igreja, sob o pretexto de querer trabalhar para o Senhor. Digo que se realmente nossa motivação é cumprir o Ide de Cristo existe muito trabalho a fazer, e ao contrário do que se faz, está muito além das quatro paredes ou de um culto de domingo a noite.
Ore pelo Paraguai. 

Renato Rangel

10 de set. de 2010

As muitas faces do jesus moderno.


Por Márcio de Souza

Com o evangelho fragmentado que está sendo pregado hoje em dia nos púlpitos brasileiros, fica difícil contabilizar quantos "jesus" existem disponíveis no mercado. Mas vou tentar fazer um esforço pra tentar descrever alguns deles.

Existe o "Jesus palhaço", que serve bem para entreter o povo fazendo gracinhas no púlpito e promovendo o riso geral tira o foco da seriedade do Evangelho e o coloca na condição de falácia, e tenta transformar a igreja em um circo.

Existe o "Jesus salvador de alma", que é aquele que só está preocupado com o porvir. Que se dane o hoje e os próximos 30 anos que você vai estar no Evangelho, o importante é salvar a alma! O corpo que padeça! O que importa é a pedrinha na coroa, esse Jesus transforma a igreja em um depósito de crentes e não se importa com qualidade de vida, mas despreza o aspecto social e apenas foca na "salvação da alma" como se isso fosse tudo. Queridos Jesus quer mais que isso, a salvação começa em vida!

Existe o "O Jesus asceta", que é venerado por monges – hoje em dia é representado por crentes que acham que para andar com Jesus é preciso abdicar de tudo que Deus criou para desfrutarmos, para sermos considerados santos.

O "Jesus Cristo superstar", a celebridade desiludida que uma vez pensou saber quem era, mas que se perdeu rumo ao Getsemani em uma crise de identidade.

O "Jesus pálido galileu", que o imperador Juliano, o apóstata, tentou mostrar como alguém frágil e apenas sobrenatural, quase um fantasma ao tentar reimplantar o culto pagão em Roma após Constantino. Representado hoje em dia por grupos que precisam de algo a mais do que o sacrifício de Jesus para obterem a benção. Dizem que em seu leito de morte em 363d.C Juliano disse: “Você venceu, galileu!” “Tu conquistaste ó pálido Galileu! Teu respirar deixou o mundo em sombras!”

Mas dentre todos eles, eu fico com o Filho do Deus Vivo, aquele que vive e reina para sempre, o caminho, a verdade e a vida. A porta das ovelhas, o pão da vida! A esse que é a personificação do Deus verdadeiro, a encarnação da bondade e em quem habita toda plenitude, a honra, a glória e o nosso louvor pelos séculos dos séculos!

E no mais, tudo na mais santa paz!

Extraído do Púlpito Cristão.

Desculpe, Chico Xavier.


Desculpa, Chico Xavier


Marcelo Lemos

Uma grande controvérsia tem movimentado os bastidores do Espiritismo no Brasil: Seria Chico Xavier a reencarnação de Allan Kardec, o ‘grande codificador’ de Lyon? De um lado há o grupo que acredita na tese e, de outro, como em toda controvérsia, aqueles que a negam. Entre os grupos, e mesmo dentre eles, estão os moderados que erguem voz para alertar do perigo de perderem o foco com discussão tão inútil.

Virtualmente ignorante à discussão a que nos referimos, a grande massa segue sendo bombardeada com propaganda espírita por todos os lados. A Rede Globo, por exemplo, parece ter escolhido 2010 como o “Ano do Espiritismo” - a começar pela novela ‘Escrito nas Estrelas’, de Elizabeth Jhin, e a estreante mini-série A Cura, de João Emanuel Carneiro, estrelada por Selton Melo. A história, em nove capítulos, com formato de série americana, conta a história de um médico acusado de matar um colega, e que descobre que tem poder de curar as pessoas através de cirurgias espirituais... O autor declarou em entrevista que a história sobre um curandeiro é algo que sempre quis fazer, pois “é uma forma de abordar o sobrenatural de uma forma bem brasileira”.

Nunca a espiritualidade esteve tão em alta, que os cinemas brasileiros não me deixem mentir. O filme “Chico Xavier”, segundo a Folha de S. Paulo, só na semana de estréia, em Abril, arrastou para frente da telona nada menos que 590 mil pessoas. Desde então, mais de 3 milhões de pessoas já assistiram ao filme. Deu um verdadeiro olé em cima do tão aclamado “Lula, filho do Brasil”, que na estréia se contentou com 220 mil espectadores, e ficou muito perto de “Avatar”, superprodução americana, que atingiu perto de 800 mil espectadores na semana de estréia no Brasil.

Seja na tela do cinema, seja na tela da TV, o fato é que o espiritismo anda em alta ultimamente. Sem pesquisar muito, só citando o que podemos lembrar num segundo, ao menos quatro dos mais bem-sucedidos seriados americanos trazem conteúdo espírita: Cold Case; Supernatural, Médium e Ghost Whisperer. A fórmula parece ir tão bem nos índices de audiência que até seriados mais ‘sérios’, como Grey’s Anatomy, andam flertando com o ‘outro mundo’. Na segunda temporada da série, Meredith Grey, personagem principal da história, fica entre a vida e a morte, e numa EQM, experiência de quase morte, encontra-se com inúmeros falecidos, incluindo um grande amor... Seriam as visões de Grey, apenas reações químicas do cérebro inconsciente? Seriam experiências reais com o sobrenatural? Os autores deixam ao telespectador o sabor de julgar.

Ainda que o risco de alguém vir a se tornar espírita por influencia de qualquer destas obras seja questionável, é de bom juízo, e do dever cristão, conhecer mais de perto o que a Doutrina Espírita pretende ensinar. Tal conhecimento não apenas nos protege de contaminação, como também nos serve de ferramenta na hora de comunicar o Evangelho da Graça àqueles que estejam seduzidos, em maior ou menor grau, por tal filosofia religiosa – e não são poucos, como podemos supor pelos dados acima.

Indo direto ao ponto, e sem pedir desculpas pelo que será dito, o Espiritismo é uma filosofia absolutamente anticristã. Certamente vão chover protestos contra esta afirmação, até porque, os espíritas definem-se a si mesmos como “cristãos”. Na verdade, vão ainda mais longe, ao afirmarem que sua filosofia seria uma mais elevada revelação da mensagem de Jesus. Todavia, basta um breve olhar para se perceber o quanto a Doutrina Espírita contradiz a Mensagem do Cristo.

Para provar este ponto, destaco a forma antibíblica como eles se valem do termo “expiação” – o que nos levará diretamente a outro dogma espírita, a reencarnação. Todo cristão sabe – ou deveria saber – que o termo “expiação” vem lá do Antigo Testamento, quando o povo hebreu foi ordenado a oferecer sacrifícios por seus pecados. Havendo cometido pecado, o homem ofertava a Deus um animal inocente que, tendo seu sangue derramado, expiava a ofensa do pecador, tornado este novamente aceitável a Deus.

“E quando o pecado que cometeram for conhecido, então a congregação oferecerá um novilho, por expiação do pecado...” – Levítico 4.14.

O sacrifício de uma vitima inocente realizava a expiação pelo pecado do transgressor. Este é o conceito bíblico de expiação; evidentemente, tal conceito de expiação se aplica a Obra Expiatória realizada pelo Cristo, nosso Senhor e Deus. Tal realidade já se prefigurava desde os tempos proféticos, e é belissimamente sumarizada no poema de Isaías:

“Seguramente Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; nós O reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho. Porém o Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos” – Isaías 53.4-6.

No entanto, nada disso se aplica a teoria espírita sobre a expiação. No espiritismo não existe salvação por Graça, muito pelo contrário, ali a salvação deve ser buscada a duras penas, como recompensa pelas boas ações dos homens. É bem honesta a forma como um dos espíritos guia de Allan Kardec descreve o mundo imaginado pelo Espiritismo: um purgatório! “Quase sempre, na Terra é que fazeis o vosso purgatório e que Deus vos obriga a expiar as vossas faltas” (Livro dos Espíritos, versão digital).

Não existe perdão no Espiritismo, portanto, ali não se fala em Graça Salvadora. O homem, segundo os espíritos guia do kardecismo, não é salvo pela Graça de Cristo, mas por si mesmo. E, neste mundo-purgatório, os homens, através do sofrimento e das boas ações, vão purificando-se, pagando a Deus o que Lhe devem, e alcançando um degrau a mais na evolução espiritual. Mas, como nem sempre dá tempo de pagar todas as dívidas numa única existência, o homem se vê obrigado a reencarnar inúmeras vezes – até que pague o último centavo de sua dívida!

“Um senhor, que tenha sido de grande crueldade para os seus escravos, poderá, por sua vez, tornar-se escravo e sofrer os maus tratos que infligiu a seus semelhantes. Um, que em certa época exerceu o mando, pode, em nova existência, ter que obedecer aos que se curvaram ante a sua vontade. Ser-lhe-á isso uma expiação, que Deus lhe imponha, se ele abusou do seu poder. Também um bom Espírito pode querer encarnar no seio daquelas raças, ocupando posição influente, para fazê-las progredir. Em tal caso, desempenha uma missão” Livro dos Espíritos, versão digital

O Espiritismo não é cristão!


Cristo, a Vítima Inocente, é quem realizou uma perfeita Expiação pelos nossos pecados. Não por menos ser posto como doutrina fundamental da fé cristã uma ‘salvação por graça’, como bem expressa o Santo Apóstolo: “... sendo justificados livremente pela Sua graça, pela redenção que está em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para ser uma propiciação, pela fé no Seu sangue, para demonstração da Sua justiça, pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para a demonstração da Sua justiça, pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para a demonstração, digo, da Sua justiça neste tempo presente, para que Ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3:24-25).

E se acrescente Efésios 2.4-9: “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.

Nossa Redenção encontra-se em Cristo justamente pelo fato de que ele “se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Efésios 5.2). Não reencontramos nosso lugar ao lado de Deus por méritos pessoais, antes, pela Graça de Deus, a qual, por meio de Cristo, nos reconcilia consigo. Este é o ensino de todo o Novo Testamento. “... Cristo morreu por nós. Muito mais então, sendo justificados pelo Seu sangue seremos salvos da ira de Deus por meio dele.” (Romanos 5:8,9). “... nossa páscoa também foi sacrificada, mesmo Cristo.” (1 Coríntios 5:7). “... Cristo morreu por nossos pecados, segundo a Escritura” (I Coríntios 15:3). “Aquele que não conheceu pecado. Fê-lo pecado por nós, para que nEle fossemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21). “... ofereceu para sempre um sacrifício pelos pecados” (Hebreus 10:12). “Porque Cristo também sofreu pelos pecados uma vez, o justo pelos injustos, para que nos trouxesse a Deus ...” (I Pedro 3:18). “Cristo nos redimiu da maldição da Lei, fazendo-Se maldição por nós” (Gálatas 3:13). “... foste morto e remiste para Deus com o Teu sangue homens de toda a tribo, língua, povo e nação” (Apocalipse. 5:9).

Foi pesquisando o grande sucesso do filme Chico Xavier, e do fenômeno espírita na mídia, que tive a idéia do título deste artigo. Em minhas andanças na Internet, encontrei uma mensagem de um entusiasta que dizia mais ou menos o seguinte: “Obrigado Chico, por tudo o que você nos ensinou, e para o que tem despertado o Brasil, mesmo de onde você está nos vendo!”. Então, pensei com meus botões: “Chico está nos vendo?”. Bem, o caso é que se eu acreditasse nisto, também teria uma mensagem para este ilustre brasileiro: “Me desculpe a franqueza Chico, mas, ainda que sua filosofia tenha lá suas virtudes, ela não é, e jamais foi cristianismo!”.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” – João 3.16

Extraido do Genizah.