6 de abr. de 2013

AOS HERÓIS, por Renato Rangel.




Vivemos uma fase de modismo gospel, isso é evidente. Coisa comum é se ter como referências “grandes” homens e mulheres que pelo seu poder de persuasão atraem a muitos. 
Alguns se destacam pela eloquência,  outros, pela tamanha habilidade de “liderança”. São os super-heróis gospel. Aqueles que já não parecem mais seres humanos, avançaram o degrau do falível, estão acima dos “simples” crentes.

Entretanto, em alguns lugares que passei nesse Brasil, conheci muitos “heróis”. Heróis despidos de roupas de grife, que não gozavam de conforto ou posses. Homens e mulheres que não tiveram suas vidas por preciosas e abraçaram o chamado de Cristo, o chamado para servir. Heróis que empunham com arma o verdadeiro evangelho, que transforma o homem pecador.

Heróis que vivem no anonimato, em meio a comunidades ribeirinhas, aldeias indígenas, e povos necessitados.
Heróis que nunca serão conhecidos pelo “movimento gospel”, nunca estamparão a capa de um revista, nunca saberão o que é ser aplaudido por multidões. Seu slogan é “servir”. São realmente verdadeiros discípulos do mestre, que ensinou o oposto de fama ou riqueza, viver o amor.

Esses verdadeiros heróis nunca aceitarão serem chamados assim,  sabem que não possuem força própria. Acreditam que “tudo podem, naquele que os fortalece”. Seu alvo não é a glória humana, mas que Cristo resplandeça por intermédio deles, onde o amor de Deus é revelado.

Minha homenagem a esses “heróis”, que para muitos são simplesmente idealistas sem causa, meros sonhadores. Para mim são homens e mulheres convictos do seu chamado.

"Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,
Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas."
(Fl 3:20 e 21)

Em Cristo,

Renato Rangel.

QUEM DISSE? Por Thiago de Camargo





Quem disse que o mais fácil é melhor?
Quem disse que o melhor pode ser alcançado com facilidade?
Quem disse que o caminho mais curto garante segurança ao viajante?
Quem disse que o viajante procura caminhos seguros?
Quem disse que o avançar rapidamente trará mais benefícios do que o seguir calmamente?
Quem disse que o seguir com calma não proporciona avanço?
Só sei que não sei quem disse.
Sei só que alguém disse.
Mas perdoa-os, pois não sabem o que dizem.
Analisando, o que disseram, digo: Pare de dizer o que os outros dizem, e faça da tua vida um
estimulo a todos, para que digam que você fez mais do que disse.
E mesmo assim, se ninguém disser nada, lembre-se que o fazer é mais sublime do que o
dizer.
Mas, isto eu também não sei quem disse.

Um grande abraço,

Thiago de Camargo.

3 de abr. de 2013

A VIDA COM SENTIDO E O SENTIDO DA VIDA, por Thiago de Camargo.



Qual o verdadeiro sentido da vida, se não o viver uma vida que tenha sentido?
Esta vida com sentido não é encontrada, se não naquele que dá sentido a vida.
Esse que dá sentido a vida, é o próprio Sentido da vida.
Sem Ele não há sentido, pois Ele é o sentido de tudo o que há.
O Sentido da vida traz sentido ao viver dos que deixaram de viver, fazendo-os viver uma vida
com sentido.
Não tem sentido para alguns o fato de que a vida para ter sentido tem que deixar de ser
vida, para que o Sentido da vida gere uma vida cheia de sentido. Contudo, isso só não tem
sentido para aqueles que desconhecem o Sentido da vida.
Será que somos conhecedores do sentido da vida?
O sentido de nossa vida está firmado no Sentido da vida que traz vida aos que vivem uma
vida sem sentido?
Ele é o Sentido que dá sentido a vida que não tem sentido, e isso, de uma forma que não faz
sentido. Não faz sentido, para os que ainda não possuem um sentido para viver, ou para os
que buscam sentido para viver, sem se preocupar com o Sentido da vida.
O meu conselho é: busque o Sentido da vida antes de buscar uma vida com sentido. Só
quando o Sentido da vida passa a ter sentido em nosso viver, é que de fato o viver passa a
ter sentido. No entanto, é possível que o Sentido da vida não tenha o menor sentido para
você.

Em Cristo o sentido da vida,

Thiago de Camargo.

Evolução, involução e revolução, por Thiago de Camargo.



Para todos que pensam que este texto trata das ideias evolucionistas de Darwin, digo:
de fato mencionarei Darwin, mas única e exclusivamente porque penso ser injusto falar de
evolução, seja ela em qualquer âmbito da vida, sem ao menos fazer menção desse grande
naturalista britânico, Charles Darwin.

Darwin estruturou toda a sua ideia na seleção natural, que entende que os seres mais
adaptados ao meio ambiente onde vivem, viverão mais e reproduzirão em maior escala
descendentes com melhores condições de adaptação do que os seres menos adaptáveis,
justamente por eles possuírem características adequadas ao meio ambiente onde estão
inseridos.

Os seres humanos por sua vez, são seres extremamente adaptáveis e por isso estão em
um processo continuo de evolução, onde predomina a raça mais suscetível a mudanças e
extinguisse a raça menos suscetível e, tudo por meio de um processo natural onde o mais
forte, tem vantagem sobre o mais fraco. Alguns dizem – e com uma parcela de razão – ser
essa a verdadeira lei da natureza, onde o mais forte sempre terá vantagens e dominará o mais
fraco.

Como é triste ver a ideia de Darwin realizando-se, não como ele mesmo a entendia –
de forma a promover a evolução das espécies – mas, por meio da mais explicita involução dos
seres mais evoluídos. É triste ver a raça que sobre as outras raças se sobrepõe, agindo como a
espécie menos evoluída dos reinos que podem ser assistidos. O ser humano evoluído vive em
plena involução.

Percebe-se a evolução do homem, por meio de suas ciências e avanços tecnológicos
que contribuem para a sua qualidade de vida. De contrapartida, percebesse a sua involução,
também por avanços científicos e tecnológicos que aniquilam a vida e superestimam o ganho.

É bem provável que em nenhuma outra espécie encontremos um estilo de vida tão paradoxal,
onde a busca pelo viver bem, se dá pelo aniquilamento da vida. Um exemplo disso é o fato de
que por anos usufruímos dos benefícios da refrigeração a base do CFC (clorofluorcarbono),
que por sua vez destruía a camada de ozônio, contribuindo para o aquecimento global. Além
desse exemplo temos a indústria geradora do capital que conseguiu conciliar ao mesmo tempo
a ascensão de muitos a um nível financeiro superior, enquanto poluía vários rios com seus
lixos tóxicos diminuindo em grande número a quantidade de água potável essencial para a
vida. Temos também, a desvalorização da família em prol da família. O trabalho, a educação
por meio da escola, as conquistas materiais e pessoais tornaram-se requisitos essenciais para
uma família nos dias atuais, enquanto os membros da mesma convivem menos uns com os
outros, se relacionam mesmos e se amam menos, enquanto trabalham e conquistam.

Mas, o que dizer? Fazemos tudo em função da vida, de sua evolução e do seu bem
comum. Será? Não é bem a evolução o que vemos. Só se for uma evolução que ao invés do
progresso, proporciona decadência. É bem provável que o homem tenha “involuído”,
enquanto crê cegamente que está evoluindo.

Entendo que o homem é dotado de meios para evoluir, mas essa evolução só se dá por
meio de uma verdadeira revolução. O homem natural não evoluíra até que sua realidade seja
complemente revolucionada por algo externo ao próprio homem. Os fatores naturais não farão
o homem evoluir. A ciência e os avanços tecnológicos não provam a evolução. Dependendo
da ótica com a qual enxergamos o mundo, é possível perceber em uma tribo isolada da
Amazônia, traços de uma evolução que talvez não seja vista na vida de um cidadão paulistano
extremamente civilizado.

Somente a verdadeira revolução proporciona uma genuína evolução. E qual seria a
verdadeira revolução, se não o Pão da Vida que desce do céu e da vida aos homens? Cristo é a
revolução que traz evolução, livrando-nos da decadência de nós mesmos e do mundo a nossa
volta. O Cristo revolucionário revoluciona a vida de todos os que o conhecem, o professam e
o seguem. Seus valores são revolucionários por que o mundo não os conhece, e se por acaso
os conhecer, não os entenderá, não os entendo, não os seguem, se não os seguem, não
evoluem, se não evoluem, todas as suas atitudes são arcaicas, medíocres e banais. Por isso o
“paradoxismo” da involução humana em meio à evolução.

Enfim, roguemos ao nosso Senhor que revolucione nossas vidas, para que vivamos
seus valores não os nossos, sua vida não a nossa, sua vontade não a nossa, e por ultimo, para
que em nós a evolução signifique a morte para nós mesmo e a vida para com Deus, signifique
amar o próximo como a nós mesmo, auxiliando e contribuindo para a manutenção da vida
enquanto cuidamos do pobre e do necessitado, olhando para os que estão à margem da
sociedade, em situação de risco, os menos favorecidos, não como seres fracos e menos
adaptáveis, que perecerão por causa da seleção natural, mas como seres criados a imagem e
semelhança de Deus, e que em Cristo podem encontrar um real sentido para a vida e os
instrumentos adequados para a verdadeira evolução, que no meu entender é genuína
comunhão com Deus.

Um abraço,

Thiago de Camargo.

20 de abr. de 2011

PÁSCOA: TEMPO DE AMAR


João 12:3   3 Então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo.

 Por Edvaldo Beranger


A Páscoa é uma época maravilhosa para revermos o nosso amor. Deus nos amou em grau infinito,  e como tem sido a nossa gratidão? Gostaria neste editorial falar sobre AMOR.
Minha primeira reflexão será sobre a Maria, irmã de Marta e de Lázaro, por que ela demonstrou um amor por Jesus que muitas vezes nós não vemos. O texto diz que ela tomou algo muito precioso para derramar aos pés de Jesus. Poderíamos perguntar: o que nós faríamos para demonstrar amor a Deus?
É interessante notar que no N.T. não existe uma só atitude  necessária para a nossa salvação. Sim, não há nada que você possa fazer para ser salvo e desta forma qualquer atitude para Deus ou para o próximo (para a salvação) é totalmente irrelevante. Todas as “boas obras” são feitas porque Deus de antemão (antes do tempo) pois, “somos feitura dEle , criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão, preparou para que andássemos nelas.” Isto é maravilhoso, mas o que o Cristão deve fazer: Você já notou que Jesus fez tudo por nós? Esse evangelho que prega, Jesus fez, mas agora é com você não é o evangelho da cruz. Isto é chamado de semi-pelagianismo em que prega que Deus faz uma parte e você precisa fazer a sua.
Quero mostrar que o único mandamento que Jesus deixou para os seus discípulos foi:  “Novo mandamento eu vos dou: que vos ameis uns aos outros assim como eu vos amei.”  Jo  13:34. Não existe nenhuma exortação e mandamento bíblico que não esteja dentro deste mandamento.
Nas Escrituras, podemos ver que Deus não quer sacrifício de ninguém. Se você é do tipo que pensa que usar certas roupas, vir a igreja, cantar, pregar na rua e coisas tais como estas são um sacrifício, é melhor você rever o seu evangelho. Este não é o Evangelho da cruz, mas outro evangelho que pode ser considerado maldito. Alguém poderia perguntar, então  eu não preciso fazer nada? Claro que pode, ame como Jesus te amou! Pregue como Jesus  pregou, fale como Jesus falou, visite como Jesus visitou, ande duas milhas como Jesus andou, viva como Jesus viveu e morra (para si mesmo) como Ele morreu literalmente por nós os ímpios.   
O mandamento de Jesus é a prova de que: 1) Somos salvos não porque fazemos, mas por causa daquEle que fez; 2) Somos seus discípulos – “sereis meus discípulos se tiverdes amor uns pelos outros.” Jo 13:35;  3) Estamos no caminho certo, “eu sou o caminho...” Jo 14:6ª. Sabe por que Maria derramou aquele perfume nos pés de Jesus, por causa do seu amor, sim, quando fazemos assim, não é mais um sacrifício, mas um gesto de gratidão por causa do grande amor que Ele nos mostrou. Nesta Páscoa, vamos amar?

Pr. Ede

16 de abr. de 2011

Compromisso Missionário




Por Renato Vargens

Certa vez um irmão em Cristo compartilhou comigo dizendo: Fulano virou missionário pois não tinha competência para conduzir uma igreja. Em uma outra ocasião um pastor amigo afirmou que na sua percepção as mulheres vocacionadas ao ministério que não se casam, não possuem outra opção na vida a não ser virarem missionárias.

Pois é, parece que parte da igreja evangélica brasileira considera o trabalho missionário, como inferior. Isto se percebe nitidamente na forma de tratamento que o missionário recebe, isto sem falar é claro, nos baixos salários que lhes são pagos.

O descaso com que algumas igrejas tratam os seus missionários é impressionante. Basta a crise bater a porta que a primeira coisa a ser cortada é o salário do obreiro. Lamentavelmente nas reuniões de ministério, conselhos, ou assembléia, volta e meia aparece alguém dizendo: “pra que mandar esse dinheiro todo para o missionário? Não temos condições! Nossas contas estão elevadíssimas, precisamos cortar gastos.”

Caro leitor vamos combinar uma coisa? Além de pagar mal (porque missionários na maioria das vezes recebem esmolas e não salários) a igreja ao enfrentar uma crise financeira quer diminuir o salário do missionário? Por favor responda sinceramente: Seria isto justo? Por acaso o missionário não tem contas à pagar? Não possui aluguel, não tem que comprar alimentos, pagar a escola dos filhos, vestir-se, comprar remédios?

Pois é, o problema é que boa parte da igreja tá se lixando para os missionários e suas missões. Infelizmente, não são poucos que diante da falta de recursos por parte da igreja são obrigados a desisitir dos seus projetos, retornando ao país de origem.

Prezado amigo, assusta-me o fato em saber que a Igreja de Jesus gasta milhões de reais anualmente embelezando seus templos enquanto quase nada se faz em prol do trabalho missionário. Para piorar a situação, em nome de uma visão megalomaniaca pastores investem os recursos do Reino comprando carros, helicopteros e aviões, cujo benefício é nada mais , nada menos do que o seu próprio bem estar.

Não me admiro em saber que no mundo inteiro a tarefa da Grande Comissão ainda esteja por se realizar! Cerca de 90% do dinheiro arrecadado na igreja é investido na própria igreja, sete por cento em iniciativas evangelísticas onde o evangelho já foi pregado antes, e apenas três por cento em iniciativas missionárias para aqueles povos que nunca ouviram o evangelho.

Isto posto, penso que a Igreja de Cristo precisa rever seus conceitos quanto ao seu investimento no trabalho missionário. Em minha caminhada pelo mundo, tenho conhecido gente santa e compromissada com o Evangelho da Salvação Eterna, e que por amor ao Pai, saíram de seus países , indo para a Amazônia, Africa, Ásia, Peru, Haiti e centenas de outros lugares mais, cuja paixão é o de anunciar o Desejado das nações.

Diante disto, afirmo sem titubeios que pessoas deste quilate , não devem ser tratadas com desprezo e indiferença, antes pelo contrário, devem receber por parte da igreja brasileira todo apoio possivel, o que inclui investimento financeiro.

Pense nisso!

13 de abr. de 2011

Série na Palavra: Qual a sua sabedoria?


Por Lucas Amaral



Estava meditando sobre o texto da carta de Tiago 3.13-18 e me deparei com um paradoxo interessante.
Tiago ao longo do desenvolvimento do capítulo 3 fala sobre a questão das boas obras, e nossa vida estar em conformidade com nossa pregação.
Nos versos 13-18 o autor demonstra a diferença daquele que se considera muito sábio entre o que detém a verdadeira sabedoria.
Tiago instrui que os verdadeiramente sábios devem demonstrar com suas atitudes em obras de mansidão (v.13),
Contudo no verso 14 ele lista algumas características que está presente na vida daquele que não possui a sabedoria dada por Deus. Inveja, sentimento faccioso, vanglória e mentira – evidências da ausência da sabedoria divina, ou sabedoria meramente humana.
Aquele que tem a sabedoria de Deus é diferente, pois antes de qualquer coisa de acordo com o v. 15 é primeiramente pura, então desemboca na vida pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e bons frutos, sem discriminação ou falsidade.
A figura desse texto, que está enfatizando a sabedoria, é o Espírito Santo de Deus. O paradoxo é sobre aqueles que têm suas vidas genuinamente mudadas pelo Espírito e aqueles que dizem que são, quando não são (lembra do joio e o trigo?).

Não há nada encoberto que não seja revelado. Falsos cristãos podem até enganar por algum tempo, mas não para sempre. O homem por si só não pode produzir algo que seja bom o suficiente para agradar a Deus.

No entanto aqueles que são regenerados e transformados pelo Espírito as obras de suas vidas são diferenciadas. Agora são regidos pelo Espírito Santo e aquilo que é santo, começa com pureza.
Se faz necessário, no dia que se chama hoje, refletirmos sobre nossa postura cristã. Cabe a você prezado irmão uma análise de sua vida, suas ações e intenções, a fim de saber se estas arraigado na verdadeira sabedoria que é o trabalhar do Espírito Santo ou na sabedoria meramente humana.

A primeira vem do céu, a segunda deriva do pecado original do homem.
Que Deus tenha Misericórdia.


5 de abr. de 2011

O Cego que "Avistou" a Jesus




Por Lucas Amaral,

Embora o título desta reflexão pareça contraditório, quero falar sobre uma pessoa que não tinha visão, no entanto, pode ver mais do que os que não tinham problemas em seus olhos.

O cego na qual estou me referindo é Bartimeu e sua história está relatada em Marcos 10. Ele estava à beira do caminho e Jesus se aproximando começou a clamar por Ele com as palavras: -  “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim”.

Ao proclamar “Filho de Davi” o cego estava afirmando que Jesus era o Messias. O Cristo que os judeus esperavam e ele por sua vez entendeu. Naquele momento creu no poder de Deus que estava sobre Jesus.
Os fariseus, mestres da lei, "teólogos" da época, não foram capazes de ver no sentido de entender que aquele era o Cristo.

Muito me preocupa em pensar que se nos dias de hoje acontecesse tal cura as pessoas as pessoas impedindo o cedo de gritar, diriam para ele colocar copo d’água em cima da TV, pegar a toalha suada, fazer uma campanha de libertação, etc... 

Assim, após a cura o ex-cego seria colocado para dar seu testemunho em diversos lugares e logo receber um cargo de pastor, apóstolo ou algo do gênero.

Que possamos estar atentos a necessidade das pessoas, que é de salvação genuína. E assim direcioná-las para o poder de Deus, suficiente para o ser humano. Infelizmente o que existe hoje, é uma busca desenfreada por milagres e maravilhas que resultam num sincretismo religioso.

E como já dizia o ditado: O pior cego é aquele que não quer ver.

Pense Nisso.

Lucas H. Amaral também era cego mas passou a enxergar através da cruz de Cristo.

4 de abr. de 2011

R.R. Soares obtém passaporte especial com ajuda de Crivella. Uma mão (cheia de grana) lava a outra.


Mais uma da elite gospel brasileira.

O Senador Marcelo Crivela intermediou um pedido ao Ministério das Relações Exteriores para que liberasse um passaporte especial para o lider da Igreja Internacional da Graça de Deus, pastor Romildo Ribeiro Soares, mesmo sem o evangélico exercer qualquer tipo de atividade parlamentar. O documento foi solicitado no dia 21 de dezembro, com prazo de validade de um ano, segundo o Itamaraty.
Conhecido como R. R. Soares, o pastor é cunhado do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. Ambos são tios do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). A ficha de concessão do passaporte, como apurou a reportagem, mostra que foi Crivella quem solicitou o documento à Coordenação de Atividades Externas do Senado (Coatex). Procurado, o senador não quis dar explicações sobre o pedido. “Prefiro não comentar nenhum assunto deste tipo, prefiro que o Itamaraty comente”, disse. “Escreva aí que o senador prefere não comentar”, sugeriu.

O bispo R. R. Soares também foi procurado, mas não respondeu à ligação.
Os portadores de passaporte diplomáticos e especial recebem tratamento diferenciado nos aeroportos e alfândegas, como a dispensa da revista. Esses documentos são cedidos gratuitamente a pessoas que viajam em missão especial de alguma esfera de governo – cidadãos comuns têm de pagar R$ 156,07 para a obtenção de passaporte.

A assessoria de comunicação do Senado confirmou a intermediação na concessão do passaporte de R.R. Soares, por solicitação de Crivella. Alega que o procedimento está previsto no decreto de 4 de dezembro de 2006, sobre documentos de viagens.

Assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos ministros Márcio Thomaz Bastos (Justiça) e Celso Amorim (Relações Exteriores), o decreto previa a cessão de passaporte especial a pessoas que, embora não relacionadas na lista de servidores e parlamentares ali citados, “devam portá-los em função do interesse do País”.

Ao contrário do que fez a Câmara dos Deputados, que liberou a relação de parlamentares favorecidos com passaporte diplomáticos, a lista do Senado permanece em sigilo. A única informação oficialmente divulgada é que, no último ano, foram requeridos “de 70 a 80 passaportes”.


Fonte: D24AM

Se Paulo vivesse hoje iria invejar o Soares.

Gol de mão não vale!


Desde  sexta feira, os jornais vêm relatando violentos protestos no Afeganistão, respondendo a atitude de um Pastor americano "muito doido" que anuncioou ter queimado o Alcorão. Este "ser" é o mesmo que preencheu as páginas dos jornais o ano passado ameaçando realizar tal façanha, contudo tinha adiado o "brilhante ato".

O Pastor da igreja Dove World Outreach Center, Dr. Terry Jones - que no site da igreja ser uma igreja baseada na palavra de Deus - tem mostrado não apenas aos irritados mulçumanos, mas ao mundo, uma forma de cristianismo radical e "descabeçado", um cristianismo que busca apresentar a verdade, da mesma forma que os movimentos radicais terroristas o fazem - violentamente!

A atitude de queimar o livro considerado sagrado para os mulçumanos apesar de parecer uma defesa da fé cristã heróica, na verdade é uma grande contradição com a mesma. Semelhante erro aconteceu no passado nas épocas das cruzadas, que na verdade tratavam da reconquista de Jerusalém através da guerra, ou seja, violencia pagando violencia, quando o ensino Cristo é através do amor, exemplo e padecer por amor aos outros [ou então não sei mais o que é dar a outra face].

Entendendo bem esta mensagem, Francisco de Assis, dirigiu-se ao sultão Al-Kamil, na primeira cruzada, com a mensagem da verdade do evangelho - pacificamente! É certo que de vez enquando nos indignamos que nem todos do mundo conheçam a verdade da salvação em Cristo Jesus, contudo não podemos enfiá-la "guela a baixo" como fazem alguns - cultivando o ódio não só dos bibliotecarios - isto só nos afastará de conseguir pregar a estas nações e povos, e assim, envergonharemos o evangelho, uma vez que tornamos possível as pessoas o considerarem apenas mais um movimento fanático religioso - quando na verdade são as boas novas de salvação!

Ao invés de conter o avanço do Islã, que é notório nestas últimas décadas, através do antigo "Big Stick" americano, façamos como Jesus disse: Indo e pregando o evangelho a toda criatura (Marcos 16.15).



Kenji Lobo Komatsu, estudante de Teologia e o mais novo "pensador" do blog.

2 de abr. de 2011

Porque eu Odeio Religião


Uma reflexão aos nossos leitores, afinal de contas: Crer é também pensar.

Renato Rangel

21 de mar. de 2011

O Antigo Evangelho

(...) Não há dúvida de que o mundo evangélico de nossos dias encontra-se em um estado de perplexidade e flutuação. Em questões como na prática do evangelismo, no ensino sobre a santidade, na edificação da vida das igrejas locais, na maneira dos pastores tratarem com as almas e exercerem a disciplina há evidências de uma insatisfação generalizada com as coisas conforme elas estão, bem como de uma insatisfação geral acerca do caminho à frente.
Esse é um fenômeno complexo, para o qual muitos fatores têm contribuído. Porém, se descermos até à raiz da questão, descobriremos que essas perplexidades, em última análise, devem-se ao fato que temos perdido de vista o evangelho bíblico. Sem o percebermos, durante os últimos cem anos temos trocado o evangelho por um substitutivo que, embora lhe seja semelhante quanto a determinados pormenores, trata-se de um produto inteiramente diferente. 
Daí surgem as nossas dificuldades; pois o produto substitutivo não corresponde às finalidades para os quais o evangelho autêntico do passado mostrou-se tão poderoso. O novo evangelho fracassa notavelmente em produzir reverência profunda, arrependimento profundo, humildade profunda, espírito de adoração e preocupação pela situação da Igreja. Por quê? Cumpre-nos sugerir que a razão jaz em seu próprio caráter e conteúdo.

Não leva os homens a terem pensamentos centrados em Deus, temendo-O em seus corações, mesmo porque, primariamente, não é isso que o novo evangelho procura fazer. Uma das maneiras de declararmos a diferença entre o novo e o antigo evangelho é afirmar que o novo preocupa-se por demais em "ajudar" o homem — criando nele paz, consolo, felicidade e satisfação — e pouco demais em glorificar a Deus.

        O antigo evangelho também prestava "ajuda" — mais do que o novo, na realidade. Mas fazia-o apenas incidentalmente — visto que sua preocupação primária sempre foi a de glorificar a Deus. Era sempre e essencialmente uma proclamação da soberania divina em misericórdia e juízo, uma convocação para os homens prostrarem-se e adorarem ao todo-poderoso Senhor de quem os homens dependem quanto a todo bem, tanto no âmbito da natureza quanto no âmbito da graça. Seu centro de referência era Deus, sem a mínima ambigüidade. Porém, no novo evangelho o centro de referência é o homem. 
       Isso é a mesma coisa que dizer que o antigo evangelho era religioso de uma maneira que o novo evangelho não o é. Enquanto que o alvo principal do antigo era ensinar os homens a adorarem a Deus, a preocupação do novo parece limitar-se a fazer os homens sentirem-se melhor. O assunto abordado pelo antigo evangelho era Deus e os Seus caminhos com os homens; e o assunto abordado pelo novo é o homem e a ajuda que Deus lhe dá. Nisso há uma grande diferença. 
        A perspectiva e a ênfase inteiras da pregação do evangelho se alteraram. Dessa mudança de interesses originou-se a mudança de conteúdo, pois o novo evangelho na realidade reformulou a mensagem bíblica no suposto interesse da prestação de "ajuda" ao homem. (...)


Extraído do Livro: Um Desafio para Redescobrir o Evangelho Bíblico
J. I. Packer

Ensaio Introdutório ao livro de John Owen
A Morte da Morte na Morte de Cristo
Editora Fiel, 2ª edição, 1992
Título original: Introductory Essay to John Owen's
The Death of Death In The Death of Christ

Renato Rangel

17 de mar. de 2011

O que é preciso pra chegar a Deus?






Vou começar com um texto de Hebreus.

(Hebreus 4:14) - Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. (Hebreus 4:15) - Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. (Hebreus 4:16) - Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.

Infelizmente existem igrejas (que se dizem protestantes) ou denominações que são especialistas em dificultarem o acesso das pessoas a Deus. Parece contraditório, uma vez que a função da igreja deveria ser exatamente o oposto. Negam escaradamente o que a reforma tanto lutou. Como diz João Alexandre em uma de suas canções "estão recosturando o véu que Jesus já rasgou. 
Deus torna-se um ser extremamente burocrático. Uma série de exigências são postas diante daquele que requer o acesso. O maneira que Jesus ensinou está ultrapassada. A metodologia atualmente aplicada, muito presente no neopentecostalismo, transforma seu "deus" nesse objeto distante. 
Certamente você leitor já deve ter visto alguma publicidade do tipo: Campanha “alcançando o favor do Senhor”, “chamando a atenção de Deus” e por ai vai. Sem mencionar ainda as canções da moda que estimulam essa idéia.

Pensando nisso, lembrei do que li no twitter a seguinte afirmação: - O evangelho não é o anuncio de coisas a serem feitas, mas o anúncio do que Cristo já fez.

A bíblia diz que éramos tidos como inimigos de Deus, mas pela graça essa “amizade” foi restabelecida por intermédio de Cristo. O que os impede de chegar a Deus são os nossos pecados, e Cristo já pagou por eles. É Isso que o texto de Hebreus acima citado deixa bem claro. Cristo como sumo sacerdote levou a Deus a oferta pelos nossos pecados, uma vez que podemos agora chegar com “confiança” (livre acesso, entende?).
 Veja que é simples. Não é necessário campanhas de sal, unções proféticas. Temos o favor de Deus em nossa vida por intermédio de Cristo. Deus não está inacessível ao seu povo. O que às vezes ocorre, é que pessoas erroneamente pensam que seu autoflagelo irá fazer com que Deus tem maior compaixão. Uma idéia muito contemporânea de "penitência". Infelizmente cristãos são ensinados assim.
Lastimável é, que não são poucos cristãos quem têm sido escravizados dessa forma. Já ouvi muita gente se lamentar por não conseguir Jejuar tanto como gostaria, ou ser tão “santo” como deveria. Mas isso diminui o olhar de Deus sobre a sua vida?
                Minha idéia aqui não é desestimular a busca por Deus, por uma vida de obediência e santidade. Sãos princípios bíblicos fundamentais a vida de qualquer cristão autêntico. Contudo, isso tem criado divisão de classes na igreja. Às vezes os aparentemente “menos favorecidos” se julgam ruins aos olhos de Deus, incapazes, desgraçados, tornam-se  frustrados e infelizes.
A cruz é que leva o ser humano a aproximação de Deus. Outra coisa não pode fazê-lo, nem a melhor de nossas boas obras. O que são nossas “boas obras” sob a ótica de Deus sem Cristo?
(Isaías 64:6) - Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam.
                Deus não é parecido com seu chefe que sempre está lhe cobrando metas a serem alcançadas e troca de recompensas. O que era para ser feito Cristo já fez. Se buscamos santificação, boas obras, é fruto do que em nossas vidas já aconteceu e não o contrário. Talvez lhe soe estranho dado ao que sempre temos ouvido e visto, mas é exatamente isso que o evangelho no diz.
            
    Não permita que ninguém, absolutamente ninguém lhe apresente obstáculo para chegar a Deus (a não ser confessar a Cristo como Senhor).

“Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo..." (Mt 27.51)

Como diz a antiga canção: “o véu que separava, agora não separa mais..”

Pense nisso,

Renato Rangel

9 de mar. de 2011

Confissões de um discípulo confuso.


por Zé Luís (extráido do blog Cristão Confuso)

Difícil.

Ele sabia do que falava quando afirmou que aconteceria, não houve o que fazer para evitar minha vergonhosa realidade: eu trairia, negando-o.

Estive com o Mestre por três anos, desde o começo, quando me chamou pessoalmente. Fui um dos únicos - revelado pelo próprio Espírito - a reconhecer que ali ía mais que um homem, e ao perceber a imensidão de quem estava a minha frente, recuei, pois sei quem sou, e o que Ele poderia fazer com pessoas erradas como eu em sua presença.

Mesmo assim me aceitou, me chamando para estar em seu futuro Reino como alguém digno de ser seu ministro. Tomei isso como aprovação de meu ímpeto, minha forma de enxergar a vida, comum a todo patriota judeu desta época. Vivemos uma opressão invasora: meu gênio certamente fará diferença nessa retomada. É isso que entendo quando Jesus fala de Reino.

Com o passar do tempo, o Mestre foi abrindo sobre seus propósitos, e estes começaram a ficar estranhos, confusos, não só a mim, mas a todos os outros companheiros de jornada. Ele falava que a tal nação seria constituída de gente impura, gente de fora do meio escolhido por Ele mesmo, povo sem o conhecimento necessário para cumprir as regras de D'us, nascida em pecado e erro, não sabendo distinguir uma mão de outra. Gente reprovável, que estranhamente, o Messias parecia estranhamente interessado em ajudar.

Esses pagãos são os mesmos que matam nossa gente, oprimem meu país, destroem nossa cultura e esperança, e Jesus parece se agradar deles tanto quanto a nós.

E pior: eu, que o amo – e faço questão de dizer isso aos quatro ventos – tenho, segundo ele, que me converter. O que Ele quis dizer com isso? Conversão significa inversão de caminhos: se Ele aceitou-me como era, que caminho devo inverter? O que não aceita em mim? Converter significa deixar de ser completamente o que era. Não entendo. E ainda profetizou sobre minha vida: “Você me negará...”. As vezes o Mestre parecia não me amar. Estranho...

Neguei-o.

Foi o que fiz, diante de gente totalmente desimportante, por três vezes. Eu, campeão mundial de caminhada sobre as águas, que estive a frente de seu grupo, que em sua prisão me predispus a morrer junto(cortei a orelha de um guarda!), fui pra cima! E Ele preferiu morrer...

Seu olhar cruzou com o meu quando fizeram seu julgamento no meio da madrugada (queriam se livrar dele rápido, antes do sábado sagrado). Eu era o único do bando disperso que me arrisquei a ir vê-lo, antes tivesse me acovardado: não estava preparado para saber o quanto falharia diante de meu amado Mestre. Chorei diante de minha vergonhosa atitude, ao ouvir o galo cantar.

Seus olhos, inchados por espancamentos, cruzaram tristemente os meus quando xingava os que me acusavam de ser seu discípulo. Duro admitir o que se é, Deus está sempre certo. Resta-me fazer o que sempre fiz antes de Seu chamado. Sei que não fazem nem dois dias que o corpo está na tumba. Mas já deixei bem claro o que fiz entre os meus: sou um covarde traidor que negou ao Mestre quando mais só e abatido estava. E pior: Ele sabia quem eu era o tempo todo. Devia ter me abandonado. Por que ficou comigo? Este traste que sou...

Vou pescar e terminar meus dias fazendo isso. O que me resta? Deus está morto, assassinado em um madeiro pela nação que também amou. Dos seus, restam apenas seguidores apavorados, trancafiados na mesma sala onde ceiamos pela última vez.

Acabou a esperança, morreu na cruz.


Simão Pedro,
 madrugada de sábado, dois dias após a crucificação do Mestre.

7 de mar. de 2011

Evangelho. Entendeu ou quer um desenho?

(Extraído do blog NÃO, OBRIGADO)
É muito frequente se escutar pessoas dizendo que estão "pregando o evangelho". Especialmente quando estão lhe pedindo dinheiro, fazendo promessas de muita prosperidade para sua vida e prometendo-lhes a cura para todos os seus problemas. Mas todos nós sabemos que Deus não fez estas promessas nem aos seus profetas e apóstolos, muitos dos quais, após uma vida de dificuldades e perseguições, terminaram martirizados, cumprindo cabalmente seu papel de mensageiros de Deus.

Entretanto, algo que você quase nunca vê é alguém falando do evangelho ao mesmo tempo em que fala de arrependimento, mudança de vida, perdão e fé, do significado da morte na cruz e da ressurreição de Jesus Cristo.

O que é, então, o evangelho? Em termos simples, o apóstolo Paulo nos escreve:

"Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. - 1 Coríntios 15.1-4

Ele também nos conta que o evangelho "é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego." - Romanos 1.16

Jesus, em seu ministério, pregava o evangelho aos judeus, curando as pessoas e fazendo outros sinais que autenticavam a sua mensagem, advertindo a todos que se arrependessem e que cressem nele:

"Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho." - Marcos 1.14-15

Esta mensagem encontra eco nas grandes pregações dos apóstolos registradas na Bíblia, no livro de Atos:

Pedro, proclama:

"... E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. ...Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos... A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas ... Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. ... Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo." - Atos 2

E novamente Pedro discursa:

"Dessarte, matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas. Pela fé em o nome de Jesus, é que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que agora vedes e reconheceis; sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde perfeita na presença de todos vós. E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também as vossas autoridades; mas Deus, assim, cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os profetas: que o seu Cristo havia de padecer. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus..." - Atos 3

Mais uma vez... "Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos, visto que hoje somos interrogados a propósito do benefício feito a um homem enfermo e do modo por que foi curado, tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós. Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos." - Atos 4

Um pouco mais:

"Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: 'Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados' ...

"E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo." - Atos 5

E assim, continuaram anunciando o evangelho Estêvão (caps. 6-7), Filipe (cap. 8) e outros (Atos 11.19-20), apenas para citar...

Na casa de Cornélio, mais uma vez, Pedro divulga as boas novas:

"Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos. Vós conheceis a palavra que se divulgou por toda a Judéia, tendo começado desde a Galiléia, depois do batismo que João pregou, como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele; e nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém; ao qual também tiraram a vida, pendurando-o no madeiro. A este ressuscitou Deus no terceiro dia e concedeu que fosse manifesto, não a todo o povo, mas às testemunhas que foram anteriormente escolhidas por Deus, isto é, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressurgiu dentre os mortos; e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos. Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados." - Atos 10

E Paulo prega numa sinagoga:

"Da descendência deste, conforme a promessa, trouxe Deus a Israel o Salvador, que é Jesus, havendo João, primeiro, pregado a todo o povo de Israel, antes da manifestação dele, batismo de arrependimento. Mas, ao completar João a sua carreira, dizia: Não sou quem supondes; mas após mim vem aquele de cujos pés não sou digno de desatar as sandálias. Irmãos, descendência de Abraão e vós outros os que temeis a Deus, a nós nos foi enviada a palavra desta salvação. Pois os que habitavam em Jerusalém e as suas autoridades, não conhecendo Jesus nem os ensinos dos profetas que se lêem todos os sábados, quando o condenaram, cumpriram as profecias; e, embora não achassem nenhuma causa de morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto. Depois de cumprirem tudo o que a respeito dele estava escrito, tirando-o do madeiro, puseram-no em um túmulo. Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos; e foi visto muitos dias pelos que, com ele, subiram da Galiléia para Jerusalém, os quais são agora as suas testemunhas perante o povo. Nós vos anunciamos o evangelho da promessa feita a nossos pais, como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. ... Tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de pecados por intermédio deste; e, por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés." - Atos 13

E o evangelho anunciado ao carcereiro?

"Então, o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas. Depois, trazendo-os para fora, disse: 'Senhores, que devo fazer para que seja salvo?' Responderam-lhe: 'Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.' E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa." - Atos 16

Para finalizar as citações, mais uma pregação de Paulo, aos politeístas de Atenas:

"Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração. Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos." - Atos 17
Resta a você alguma dúvida de qual é a verdadeira mensagem do evangelho que a igreja deve levar por todas as épocas e a todos os cantos do planeta (Mateus 28.18-20), ou quer ver desenhada?
Então...
 

8 de fev. de 2011

Não esqueça o principal. (por Renato Vargens)


Por Renato Vargens

Conta a lenda, que certa vez uma mulher pobre com uma criança no colo, ao passar diante de uma caverna, escutou uma voz misteriosa que lá de dentro dizia: "Entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não esqueça o principal. Lembre-se porém de uma coisa: depois que você sair, a porta se fechará para sempre! Portanto, aproveite a oportunidade, mas não esqueça o principal..." A mulher entrou na caverna, e lá encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar ansiosamente tudo o que podia em seu avental. A voz misteriosa então, falou novamente: "Você só tem oito minutos." Esgotados os oito minutos, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta se fechou... Lembrou-se então, que a criança ficara lá dentro e que a porta estava fechada para sempre! A riqueza durou pouco, e o desespero durou para toda a vida. 

Pois é, o mesmo acontece às vezes conosco. Temos muitos anos para vivermos neste mundo e uma voz sempre nos adverte: "Não esqueça o principal!" E o principal são os valores espirituais, a oração,a vigilância, a família, os amigos, a vida! Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais nos fascinam tanto, que o principal vai ficando sempre de lado... Assim, esgotamos o nosso tempo aqui e deixamos de lado o essencial: “Os tesouros da alma”.

Caro leitor, a luz deste pequeno conto gostaria que você respondesse para si mesmo dizendo o que o dinheiro tem significado para você?

Lembre-se que lamentavelmente por amor ao dinheiro, muita gente tem negociado seus valores, vendido a moral e abandonado a família e não são poucos que em virtude disto tem perdido seu lar e seus filhos.

Pense nisso!

Renato Vargens